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Curiosidades |
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RATOS
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Rato, espécie de roedor com dentes poderosos, com o corpo todo coberto por pêlos grossos e rígidos; a sua cauda é longa e o focinho, pontiagudo. A convivência entre o homem e os roedores é algo permanente e histórico. Ratos e Camundongos se sentem atraídos pelo excesso de alimentos, desde o armazenamento até a fase de deterioração. São onívoros, alimentando-se de qualquer tipo de comida, incluindo membros de sua própria espécie mortos ou doentes. São capazes de se adaptar e proliferar nos mais diferentes ambientes, desde aqueles com alta vegetação aos mais estéreis, suportando desde o clima frio até o mais quente.
Provocam inúmeras perdas em alimentos estocados, quer seja pela sua ingestão, como através da contaminação pela urina, fezes, pêlos e pulgas, como por exemplo em destruição de sacarias, ocasionando grãos quebrados e afetando o armazenamento de alimentos para o homem e os animais. Estima-se que os roedores impedem que 1/5 da produção mundial chegue à mesa do homem, e que 4 a 8% da produção de grãos armazenados é destruída pelos mesmos.
Dentre muitas de suas habilidades físicas, a sua capacidade de roer materiais considerados duros, é um fator extremamente preocupante, principalmente quando o material escolhido trata-se de fios elétricos, que podem provocar curtos-circuitos nas instalações.
Se não bastassem os problemas acima mencionados, os roedores são responsáveis pela transmissão de uma série de doenças, que atingem o homem e os animais. Dentre elas podemos destacar: peste, leptospirose, salmoneloses, triquinoses, raiva, tifo, peste bubônica, e outros.
Para o extermínio de uma população faz-se necessário o emprego de medidas curativas como o uso de ratoeiras. Mas para um combate eficaz deve-se conhecer a espécie, local de reprodução, fontes de alimentação e a intensidade de infestação, pois os roedores são extremamente astutos, prolíficos, habilidosos e muito resistentes.
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Principais Espécies de Roedores:
Os roedores pertencem à classe dos Mamíferos, compondo a Ordem Rodentia, família dos Murídeos, que contém mais de 3.000 espécies. Destas, vamos destacar três espécies urbanas encontradas no Brasil.
Rattus Norvegicus - Ratazana ou Rato de Esgoto
Habita o solo (terrestre) com característica extradomiciliar. Dotado de habilidade para escavar, nadar e roer, pode explorar em torno de até 40 metros além do seu ninho. Aninha-se em tocas subterrâneas, das quais sai para procura de alimentos. Permanecem escondidos durante o dia abrigando-se em tocas e galerias no subsolo, beira de rios e córregos, e lixões. Alimentam-se até 30g/dia de lixo orgânico, cereais raízes e carne, e consomem cerca de 30ml/dia de água. São onívoros, mas preferem carne. Não sobrevivem longo tempo sem água. Aparência: marrom, encorpado, medindo aproximadamente de 15 a 18cm de comprimento. Têm olhos e orelhas pequenos, nariz grosso e o rabo mais curto que a cabeça e o corpo. Têm agilidade limitada, mas são excelentes nadadores.
Rattus Rattus - Rato de Telhado ou Rato Preto
Habita acima do solo, com característica intra e extradomiciliar. Dotado de habilidades para escalar, equilibrar-se e roer, podendo explorar em torno do seu ninho até 60 metros. Habita o forro das casas, depósitos e armazéns. Costuma ser encontrado nas proximidades de áreas portuárias. Alimenta-se de até 30g/dia de legumes, frutas, cereais, raízes e pequenos insetos, e consome água até 30ml/dia. Onívoros, mas têm preferência por grãos, frutas e vegetais. Aparência: preto ou marrom, tem de 18 a 25 cm de comprimento, com longa cauda, olhos e orelhas grandes, nariz pontudo e pele macia. São muito ágeis e podem se espremer em fendas de somente 2 cm.
Mus Musculos - Camundongo
Habita o solo e também partes superiores, com característica intradomiciliar. Dotado de habilidades como escalar e roer, pode explorar em torno do seu ninho até 9 metros. Constrói o mesmo em móveis, despensas, gabinetes de cozinha e qualquer orifício capaz de acomodá-lo. Alimenta-se até 3 g/dia de cereais, pão, queijo e seu consumo de água é inexpressivo. |
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Reprodução
A Gestação varia de 19 a 24 dias.
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Dados |
Ratazana |
Rato de Telhado |
Camundongo |
| Ninhada por Ano |
8 a 12
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4 a 8
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5 a 6
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| Filhotes por Ninhada |
7 a 12
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7 a 12
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3 a 8
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| Desmame |
28º Dia
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28º Dia
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25º Dia
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| Tempo Médio de Vida |
24 Meses
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18 Meses
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12 Meses
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| Maturidade |
60 a 90 Dias
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60 a 75 Dias
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42 a 45 Dias
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Audição: É um dos sentidos mais desenvolvidos, ajuda a detectar e escapar do perigo com antecedência. São sensíveis aos ultra-sons, mas adaptam-se aos mesmos, em pouco tempo.
Visão: Os Ratos enxergam mal e não conseguem distinguir cores. Mas são bastante sensíveis às variações de intensidade luminosa, o que lhes permite a capacidade imediata de perceber movimentos.
Tato: O sentido mais desenvolvido, ao nível de certos pêlos sensoriais distribuídos pelo corpo e dos bigodes ou vibrissas, que são de grande utilidade para o seu deslocamento, beirando as superficies laterais das paredes e obstáculos.
Olfato: Bastante apurado e sensível, com o qual é capaz de localizar um determinado alimento que o interessou. Não estranha o odor humano.
Paladar: Tem um excelente paladar, habilidosos em detectar certos componentes, incluindo os venenos, mesmo em concentrações muito baixas, muito rapidamente. Bem apurado, com memorização dos diferentes gostos experimentados. Repelem alimentos deteriorados. |
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- Passando a cabeça são capazes de se locomover pelo interior de canos, conduítes e tubulações de diversos tamanhos. Os ratos podem entrar em seu ambiente por um orifício de tamanho aproximado de um quarto do seu tamanho.
- Roem vários tipos de materiais considerados duros, entre eles, madeira, tijolos, chumbo, alumínio, etc.
- Sustam a respiração por até 3 minutos, e nadando dentro de um cano de esgoto podem facilmente penetrar em uma residência através do vaso sanitário.
- Exímios nadadores, alcançam a distância de até 800 metros.
- Sobem pelo exterior de canos e calhas verticais que estejam separados de uma parede por até 7,5 cm de distância, apoiando as patas no cano e as costas na parede e vice-versa.
- Sobem pelo exterior de canos e calhas verticais que tenham até 9,5 cm de diâmetro, abraçando-se neles.
- Caminham e equilibram-se sobre qualquer tipo de cano ou conduíte horizontal.
- Pulam verticalmente cerca de 1 metro de altura, partindo do chão.
- Acessam andares superiores de edificações, através do interior de canos e calhas com diâmetro entre 4 a 10 cm, usando para isso o apoio de suas patas e costas.
- Cavam tocas verticais no solo, podendo atingir até 1,25 metros de profundidade.
- Não sofrem qualquer tipo de ferimento em quedas de até 15 metros de altura.
- Ganham andares superiores de construções fazendo uso somente da quina de duas paredes como sustentação.
- Saltam horizontalmente até 1,2 metros de distância, partindo da imobilidade.
- Memorizam um caminho específico e usam a mesma rota habitualmente.
- São cautelosos e se seu alimento está em área exposta, onde não podem consumí-lo rapidamente, carregam para um lugar escondido.
- Dentro das áreas urbanas os ratos viviem em um sistema de gerenciamento e processamento de alimentos e áreas de armazenamento.
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As ratazanas e os ratos de telhado, ou pretos, vivem em colônias localizadas em lugares bem definidos. Já os camundongos formam apenas casais que se mantém juntos até o fim da vida.
Ao formar suas colônias, seu número varia de acordo com as condições ambientais do local habitado. Tanto machos como fêmeas se dividem em dominantes e dominados. Os primeiros são mais fortes, espertos e agressivos, conquistando a preferência no acesso dos alimentos, escolha de parceiro para acasalamento, e melhores abrigos, enquanto que os demais ficam com as sobras. Estabelecida esta relação, dominados e dominantes, quando surge um novo alimento na área por eles ocupada, um sachet de raticida, por exemplo, o dominante não consome sem que antes o dominado tenha experimentado previamente. Se nada lhe acontecer, só então o dominante se aproxima e ingere a isca. Por esse motivo, os raticidas agudos, como 1080, 1081, estricnina, arsênico e outros, apresentavam resultado positivo somente nas primeiras aplicações. Os sobreviventes (dominantes) associavam a ingestão da isca preparada, quer seja liquída ou sólida, com a morte e não mais a ingeriam, atitude esta acompanhada por toda a colônia.
Os roedores exercem suas atividades predominantemente à noite. Iniciam a procura de alimentos ao anoitecer e um repasse antes do nascer do dia. Apenas quando há uma superpopulação ou falta de alimento ou de perigo são vistos durante o dia.
Como os demais grupos animais, existe um processo natural de autolimitação entre os ratos, de forma que a espécie seja preservada. Através de alguns mecanismos biológicos, os ratos conseguem conter o avanço da população, como: baixa fecundidade, baixa fertilidade das fêmeas, interrupção do cio e canibalismo dos recém nascidos. Todos estes mecanismos desaparecem caso as condições ambientas tornem-se novamente favoráveis. E assim a colônia cresce novamente até atingir o limite de saturação. |
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Como estimar o nível de infestação
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Infestação observada pela presença de sinais de atividade
Baixa Infestação: Ausência de trilhas, manchas de gordura em rodapés. Roeduras em local visível, algumas fezes, uma ou outra toca e nenhum rato visto.
Média Infestação: Presença de algumas trilhas, pouco perceptível visualização de manchas de gordura, algumas roeduras, identificação de fezes em vários locais, 4 a 10 tocas por 300 m² de área externa, alguns ratos vistos à noite.
Alta Infestação: Presença de várias trilhas, manchas de gordura perceptíveis em vários locais, visualização de roeduras em diversos pontos, volume numeroso de fezes velhas e frescas, mais de 10 tocas por 300 m² de área externa, vários ratos vistos durante à noite e alguns durante o dia.
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LEPTOSPIROSE
É uma doença causada pela bactéria LEPTOSPIRA ssp, afetando a maior parte dos animais, inclusive o Homem. É uma doença infecciosa aguda, de caráter sazonal, intimamente relacionada aos períodos chuvosos. Ocorre tanto em área rural como urbana. Na área urbana, a leptospirose adquire caráter mais severo, principalmente, devido às condições precárias de casas que não dispõem de saneamento básico, o que favorece a proliferação de ratos.
A doença é causada principalmente pela urina que os ratos e os camundongos deixam, de preferência próximo a lugares onde encontram algo para comer: restos de alimentos de animais domésticos, lixo, ossos etc.
A alcalinidade de sua urina e o hábito de urinar por onde passa, eliminando leptospiras vivas, contamina a água, o solo e os alimentos, e esses por sua vez contaminam o Homem pela penetração na pele lesada, e pela ingestão. Outros animais como por exemplo, o cão, o boi e animais silvestres, também podem contrair a doença e transmití-la. Um cão que logo pela manhã, no quintal ou no jardim, fareja o rastro de um rato e lambe um pouco da urina do roedor é, na maioria dos casos, contaminado de forma fatal.
SINTOMAS NOS ANIMAIS:
Depois de 8-14 dias de contágio, manifesta-se a icterícia, o animal evacua água quase preta, vomita fortemente e morre depois de 3 ou 4 dias.
Os primeiros sinais clínicos observados nos animais doentes são anorexia, apatia, vômito e febre evoluindo para anemia, icterícia, poliúria, polidipsia, diarréia, a urina pode apresentar-se com sangue e aparecem erosões (úlceras) na boca ou língua.
SINTOMAS NOS HUMANOS:
Período de incubação é de 5 -18 dias. Na primeira semana a pessoa sente febre, cefaléia, mal-estar e prostração, dores difusas, principalmente nas panturrilhas, conjuntivas congestas, às vezes difusões hemorrágicas. As manifestações são febre alta, dores no corpo, dores de cabeça, dores abdominais, erupções na pele e problemas digestivos.
O homem infecta-se ao pisar descalço no solo ou fazer uso da água e alimentos contaminados. O número de casos de leptospirose aumenta quando ocorrem enchentes, dado o fato de que o esgoto pode abrigar animais portadores da doença, e estes eliminá-la pela urina no local; com a enchente o material do esgoto contaminado extravasa e atinge as pessoas, contaminando-as.
PROFILAXIA:
Para evitar a leptospirose a profilaxia indicada é:
1. A vacinação anual do seu animal de estimação;
2. Drenagem de águas paradas; limpeza de terrenos baldios;
3. Colocação de cloro na água;
4. Desinfecção e limpeza do local eliminando restos de alimentos que possam atrair
ratos e fechar hemerticamente as latas de lixo caseiro;
5. Fechamento de buracos entre telhas, paredes e rodapés;
6. Controle de roedores e animais silvestres;
7. Isolamento e tratamento do animal portador; todo material que entra em contato com o animal deve ser desinfectado ou incinerado.
8. Uso de luva ao lidar com o animal doente.
9. Armazenagem correta dos alimentos em locais à prova de roedores e destino adequado ao lixo, que é a principal fonte de alimento dos ratos.
10. Sempre que possível, deve ser evitada a exposição de ferimentos em águas e lama de enchentes.
INCIDÊNCIA:
A leptospirose é considerada uma das zoonoses mais preocupantes em todo o mundo. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (2006) mostram que, no Brasil, entre 1996 e 2005, foram notificados 33.174 casos de leptospirose.
Apenas os casos mais graves (ictéricos) são, geralmente, diagnosticados e, eventualmente, notificados.
Os casos notificados, provavelmente, representam apenas uma pequena parcela (cerca de 10%) do número real de casos no Brasil.
Atualmente, os dados são preliminares e registram a ocorrência de 1.547 casos de leptospirose, cabendo à Região Sul o maior número, seguida das regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. (Fonte: Sinan/SVS/MS - atualizado em 12/10/07). |
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